1° Semestre - Homem e Sociedade

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OBJETIVO DA MATÉRIA

Analisar e interpretar a realidade social em suas dimensões antropológicas. Possibilitar uma compreensão crítica do ser humano em sua relação com a herança cultural e as constantes transformações da sociedade.

Caracterizar a Antropologia como uma ciência que inicia com a compreensão biocultural do Homem, desenvolvendo posteriormente a concepção de cultura como construção simbólica.

AO ESTUDAR ESTA MATÉRIA O ALUNO DEVE SER CAPAZ DE:

 

Identificar os aspectos significativos das ações individuais e coletivas.

Refletir sobre o significado da cultura e suas implicações na construção e transformações das relações sociais.

Enfatizar a importância das abordagens antropológicas na compreensão

das diversas manifestações sociais.

Promover uma compreensão relacional e integradora do fenômeno cultural com a multiplicidade de aspectos que caracterizam o humano – técnicas, costumes, produção de conhecimento, formulação de regras, comunicação, organização, valores, afetitividade – em suas expressões de diversidade.

 

CONTEÚDO PROPOSTO PARA A MATÉRIA

O HOMEM

- Principais visões sobre a origem humana: o evolucionismo e o debate das

determinações biológicas versus processo cultural.

 

Textos: “As origens do antropos”, in GUERRIERO, Silas (Org.). ANTROPOS E

PSIQUE. O outro e sua subjetividade. São Paulo: Ed. Olho D’água, 5ª. Ed., 2004.

“O determinismo biológico”; “O determinismo geográfico”; “Idéia sobre a

origem da cultura”, in LARAIA, Roque de Barros. CULTURA - Um Conceito

Antropológico, Rio de Janeiro: JORGE ZAHAR, 17ª ed., 2004.

– A Antropologia Social e os estudos sobre a diversidade cultural.

 

Texto: “A contribuição da Antropologia à ciência da sociedade”, in COSTA,

Cristina. SOCIOLOGIA: INTRODUÇÃO À CIÊNCIA DA SOCIEDADE. 3ª ed. – São

Paulo: Moderna, 2005.

 

Texto complementar: “A pré-história da Antropologia”, in LAPLANTINE, F.

APRENDER ANTROPOLOGIA. SP: Brasiliense, 1988

 

A CULTURA

- O significado do termo cultura: senso comum e científico.

 

Textos: “Antecedentes históricos do conceito de cultura”, in LARAIA, Roque de

Barros. CULTURA - Um Conceito Antropológico, Rio de Janeiro: JORGE ZAHAR,

17ª ed., 2004.

- As principais características da cultura como visão de mundo: herança

cultural e plano biológico, participação dos indivíduos na cultura, a lógica cultural.

 

Textos: “O Passaporte”, in ROCHA, Everardo. O QUE É ETNOCENTRISMO, SP:

Brasiliense, 12ª ed., 1996.

“Como opera a cultura”, segunda parte (todos os capítulos), in LARAIA,

Roque de Barros. CULTURA - Um Conceito Antropológico, Rio de Janeiro:

JORGE ZAHAR, 17ª ed., 2004.

Texto complementar: “Raça e Progresso”, in CASTRO, Celso (org.) Franz BOAS

- ANTROPOLOGIA CULTURAL, Jorge Zahar, 2004.

– Etnocentrismo e relativismo cultural. Tradições, assimilação e aculturação:

como nos relacionamos com a diversidade cultural.

 

Textos: “O Social e o Cultural”, in DaMATTA, ROBERTO A. RELATIVIZANDO -

Uma Introdução à Antropologia Social, Rio de Janeiro: ROCCO, 5ª ed.,1987.

“Voando Alto”, “A volta por cima”, in ROCHA, Everardo. O QUE É

ETNOCENTRISMO, SP: Brasiliense, 12ª ed., 1996.

 

Texto complementar: “Os métodos da etnologia”, in CASTRO, Celso (org.) Franz

BOAS - ANTROPOLOGIA CULTURAL, Jorge Zahar, 2004.

MINER, Horace. Ritos Corporais entre os Nacirema, disponível in

http://www.aguaforte.com/antropologia/nacirema.htm

 

A SOCIEDADE

– Identidade cultural: das tribos para as sociedades modernas.

 

Textos: “A identidade em questão”, “As culturas nacionais como comunidades

imaginadas”, in HALL, Stuart. A IDENTIDADE CULTURAL NA PÓSMODERNIDADE,

RJ: DP&A, 12ª ed., 2005.

 

Textos complementares: “Copérnico e os selvagens”, in CLASTRES, Pierre. A

SOCIEDADE CONTRA O ESTADO, SP: Cosac & Naify, 1ª ed., 2003 [RJ:

Francisco Alves, 5ª ed.,1990].

“Tão diferentes, tão iguais: somos todos ´tribais´”, in SANTOS, Rafael J.

Antropologia para quem não vai ser antropólogo, Porto Alegre: Tomo Editorial,

2005.

 

RESUMO DAS AULAS


Durkheim, Weber e Marx

O pensamento sociológico de Émile Durkheim

tenta estabelecer a sociologia como uma ciência independente de outras
defini o objeto, o método e a aplicação da sociologia
objeto: fato social como coisa que possui 3 características:
coercibilidade
exterioridade
generalidade

usou termos biológicos -> via a sociedade como um organismo
definiu os 2 estados de uma sociedade:
normal
patológico

principais conceitos
anomalia
consciência individual
consciência coletiva
solidariedade mecânica
solidariedade orgânica
divisão do trabalho social

estudou diversas sociedades, das mais primitivas até as mais avançadas da época:
Sociedades tribais: <> consciência coletiva
Sociedades capitalistas: > divisão de trabalho com > consciência individual

os órgãos garantem a solidariedade
a solidariedade mantém a coerção

A sociologia compreensiva de Max Weber

contexto alemão: preocupação coma forma como se dá o conhecimento
se preocupa com a história e não com a evolução como Durkheim
ação social no lugar do que Durkheim chamava de fato social.

principais conceitos:

Forma ante evolução
historicidade
Transforma o caráter de exterioridade de Durkheim em algo interior ao indivíduo
motivação (política, econômica, religiosa)
Resgata a interpretação dos fatos buscando o motivo e o sentido.
Os fatos sócias não são coisas, mas acontecimentos

criou o tipo ideal: O instrumento de análise de Weber que nada mais é que uma criação abstrata criada a partir de exemplos concretos observados.
As ações sócias a partir das normas sociais, constroem a sociedade.

O Materialismo Histórico Dialético de Marx

fundamentado fora do âmbito acadêmico
é a vertente crítica da sociologia
propõe uma transformação social
extravassa para outras ciências como a política e econômica

principais conceitos:

modos de produção:
superestrutura e infraestrutura
relações de produção
forças produtivas
lutas de classe
ideologia
mais-valia

as idéias de Marx:

a sociedade capitalista passa a ser analisada como um acontecimento histórico e transitório
procura explicar a sociedade como um todo
a base material da sociedade é a fonte para a compreensão do processo histórico
a estrutura econômica constitui a base da história humana
não quer o bom funcionamento social e sim sua transformação radical


cita o conflito básico das classes em diversos momentos históricos:
classe dominante x classe dominada

esse conflito determina o caráter de dialética no seu pensamento
quando a força produtiva cresce, a relação de produção se rompe
muda a infraestrutura assim como a superestrutura dando o reinício do conflito.

BIBLIOGRAFIA

BÁSICA:

COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 2. ed. – São

Paulo: Moderna, 1997.

DaMATTA, ROBERTO A. RELATIVIZANDO - Uma Introdução à Antropologia

Social, Rio de Janeiro: ROCCO, 1987.

LARAIA, Roque de Barros. CULTURA - Um Conceito Antropológico, Rio de

Janeiro: JORGE ZAHAR, 2002.

 

COMPLEMENTAR:

BERGER, Peter e LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade.

Petrópolis: Vozes, 1973.

CASTRO, Celso (org.). Franz BOAS - Antropologia Cultural, Jorge Zahar: 2004.

CLASTRES, P. A Sociedade Contra o Estado. SP: Francisco Alves, 1978.

DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos da teoria geral do Estado. 24. ed. - São

Paulo : Saraiva, 2003.

GUERRIERO, Silas (Org.). Antropos e Psique. O outro e sua subjetividade. São

Paulo: Ed. Olho D’água, 2000.

LAPLANTINE, F. Aprender Antropologia. SP: Brasiliense, 1988.

MOTTA, Fernando C. P.; CALDAS, Miguel P. (orgs.). Cultura Organizacional e

Cultura Brasileira, SP: Atlas, 1997.

PEIRANO, Mariza. Rituais ontem e hoje, RJ: Jorge Zahar, 2003.

SANTOS, José Luis. O que é cultura, SP: Brasiliense, 14ª. Ed., 1994.

SANTOS, Rafael J. Antropologia para quem não vai ser antropólogo, Porto Alegre:

Tomo Editorial, 2005.

 

WEBGRAFIA – sugestão de textos eletrônicos disponíveis a acesso público:

Barbosa, Maria do Socorro Ferraz. “A Presença Portuguesa e Africana diante dos

Índios”, in, http://www.fundaj.gov.br/docs/indoc/cehib/ferraz.html

LEITÃO, Débora Krischke. “A Arte de Sensibilizar o Olhar – ou Por que ensinar

Antropologia?” In, http://www.geocities.com/deborakrischkeleitao/artigo.html

 

Sobre o etnocentrismo:

CARVALHO, José Carlos de Paula “Exemplos de Etnocentrismo”; “Etnocentrismo:

inconsciente, imaginário e preconceito no universo das organizaçõesin,

http://tryck.vilabol.uol.com.br/etno.htm

LINTON, Ralph. “O cidadão norte-americano”, in,

http://www.consciencia.net/2004/mes/02/linton-citacao.html

 

Sobre contato cultural:

MIDLIN, Betty – “Aculturação” in, http://www.fb.org.br/indigena/2003_acult.asp

VIANNA, Hermano e LEMOS, Ronaldo. “A tradição remixada: a questão da

propriedade sobre conhecimentos tradicionais”, in

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=31164

Carneiro da Cunha discute papel dos índios entrevista de RENATO SZTUTMAN

especial para a Folha 500 anos, in

http://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/entre_7.htm

 

Sobre infância e tradição oral:

ALDEIA DE SAPUKAI – Histórias (infantis) Guarani

Histórias pertencem a uma coletânea levantada entre os Guarani a respeito das

histórias que costumam ser contadas para as crianças mais novas. São histórias

"para crianças" destinadas um público infantil, in

http://www.highrisemarketing.com/djweb/historia/historia/sapuk.htm

Revista digital de antropologia urbana – “OS URBANITAS” (vários artigos

disponíveis)

http://www.osurbanitas.org/

 

FILMES SUGERIDOS:

A GUERRA DO FOGO, 1981, direção de Jean Jacques Annaud, 125 min.

 

A MISSÃO (The Mission, ING 1986)

DIREÇÃO: Roland Joffé, 121 min.

 

ARAWETÉ (dir. Murilo Santos), 28 min., CEDI – Centro Ecumênico de

Documentação e Informação, 1992. Disponível para acesso eletrônico através do

sítio “Biblioteca Virtual do Estudante” (USP) nos endereços:

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/index.php

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/videos/arawete/arawete.html

 

CASA GRANDE E SENZALA - É uma série com quatro capítulos, baseada no

livro Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e dirigida por Nelson Pereira dos

Santos. Uma produção Regina Filmes, VideoFilmes e Canal GNT - Globosat .

1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO (DIREÇÃO: Ridley Scott), 150 min.

 

O ÚLTIMO DOS MOICANOS (The Last of the Mohicans), EUA, 1992

DIREÇÃO: Michael Mann, 122 min.




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